Desafio literário de 2018

Um grande “problema” de todo mundo que ama ler é quando chega aquele momento em que a pilha de livros a serem lidos fica maior do que a quantidade de livros que de fato são lidos em um ano.

Sempre li bastante na época da escola, mas essa frequência foi a zero no momento que comecei a fazer cursinho, subiu um pouco quando fiz minha primeira faculdade e diminuiu quando comecei meu segundo curso. Conclusão?! 50 livros acumulados na estante esperando para serem lidos.

Esse tipo de situação me deixa ansiosa, nostálgica e, esse ano, me propus a me organizar com as leituras para ler pelo menos um livro que tenho aqui em casa a cada mês. Se tudo der certo e, nos momentos em que a faculdade estiver mais folgada, eu conseguir incluir mais livros na rotina, beleza. Senão, paciência kkkkkkk Vida de universitária gente!

Encontrei essa lista super bacana do Pinterest e resolvi selecionar 19 livros dos 50 que tenho aqui, para me acompanharem em 2018:

Janeiro – Um livro que tenha virado filme

O Nome da  Rosa

Na verdade, o livro não é meu e foi emprestado por dois amigos queridos que gentilmente me confiaram seu O Nome da Rosa depois de me ouvirem comentar que tenho muita vontade de ler essa história.

Escrito pelo autor italiano Umberto Eco e lançado em 1980, O Nome da Rosa foi adaptado para o cinema seis anos depois e é estrelado por Sean Connery.

Assisti ao filme quando era adolescente, em uma aula de filosofia da escola e, na época, não me atentei tanto para o valor da história. Fui me interessar por Umberto Eco há cerca de 10 anos, quando esbarrei na livraria com Baudolino e dei umas lidinhas escondidas em partes do texto hahhaha (quem nunca?!).

Desde então, quero ler algumas obras do Eco, como o próprio Baudolino, O Nome da Rosa, O Pêndulo de Foucault e Número Zero.

Fevereiro – Um livro que tenha mais de 100 anos

Dom Quixote, Volumes I e II

Dom Quixote é aquele amor que nasceu nas apostilas do cursinho, quando Miguel de Cervantes era colocado como exemplo nas aulas de literatura kkkkkkk Adoro aventura e, se for um livro clássico então, melhor ainda, mas naquela época eu só conseguia pensar em ler mesmo as apostilas do cursinho…

E Dom Quixote foi ficando para depois. Coincidentemente, ganhei esses livros lindos do meu namorado no Natal (AMEI!!!). Agora, estou doida para ler essa aventura em que Dom Quixote e Sancho Pança atravessam a Mancha, no centro da Espanha, onde acontece a maior sátira de cavalaria de todos os tempos.

Março – Um livro que contenha números no título

1808

Percebi com essa lista que não tenho muitos livros com números no título, apenas 1808 e 1822, que são da mesma série do jornalista Laurentino Gomes.

Adoro História e sinto que tenho uma lacuna sobre história do Brasil… talvez uma parcela significativa de nós tenhamos, porque essa saga vem sendo contada com bastante preconceito, omissões, e existem inclusive partes que os próprios historiadores estão tentando compreender.

Comprei 1808 para tentar suprir essa minha falta, sabe?! E pelo pouco que li de alguns trechos, a forma de escrever do Laurentino é bem gostosa, nada careta, então com certeza esse livro vai fluir sem trabalho para me manter nele.

Abril – Um livro que seja escrito por uma mulher

Jane Eyre

Já disse que adoro clássicos?! Então, adoro! Ao contrário do que muita gente pensa, clássicos são aqueles livros que marcaram muitas pessoas de uma dada época ou que contribuíram para a Literatura trazendo inovações na forma de narrar histórias.

É fácil um clássico agradar, basta você se acostumar com a linguagem, que normalmente tem características mais antigas, e se entregar à narrativa.

Jane Eyre é um clássico inglês, escrito por Charlotte Brontë, em uma época que mulheres não publicavam abertamente seus livros e usavam nomes fictícios masculinos para que esses pudessem ser impressos e chegassem até as pessoas. Faziam o mesmo que Charlotte suas irmãs Emily Brontë (O Morro dos Ventos Uivantes) e Anne Brontë (A Senhora de Windfell Hall), além da clássica Jane Austen (Orgulho e Preconceito, Emma, etc.).

Esse contexto me fascina, porque adoro a trajetória de luta das mulheres por direitos sociais. Além de que Jane Eyre traz uma história de uma menina órfã que passou por maus bocados na infância com sua tia, vai para um internato, e quando adulta vive uma história de amor linda, mas que parece ter bastante da realidade e não só “fantasia romântica”.

Maio – Um livro que tenha aventura

Os Irmãos Sisters

Bem, não sei quase nada desse livro e nem do seu autor. Recebi o exemplar quando assinava a TAG Livros e simplesmente amei a apresentação, que diz que a história se passa no Oeste Americano e relata as aventuras de dois irmãos que têm desvios de caráter. Adoro aventuras, é um dos gêneros que mais gosto, ainda mais quando envolve um bandidoido hahhahaha

Junho – Uma trilogia

Trilogia Millenium

Sou apaixonada por livros de investigação e, depois de várias recomendações de amigos e de ver o filme, resolvi começar a ler a trilogia Millenium.

A história se passa principalmente na Suécia e por si só já traz um ambiente diferente, que desperta curiosidade, porque temos pouco contato com esse país em livros e filmes que fazem sucesso por aqui.

Além do cenário diferente, os personagens são bastante peculiares: um jornalista investigativo que comete um erro de apuração durante uma matéria para a revista Millenium, e uma hacker imbatível que tem síndrome de Asperger.

Julho – Um livro com mais de 500 páginas

Crime e Castigo

Dostoiévski é um dos primeiros autores que me vem na cabeça quando penso na Rússia. Tenho muita curiosidade para conhecer de perto a cultura do país, MAS nunca li um livro sequer dos russos e foi por isso que comprei Crime e Castigo.

Está mais que na hora de conhecer melhor os grandes autores que vêm de lá e, o mais legal ainda será que estarei lendo Dostô bem na época da Copa do Mundo na Rússia! Que coisa mais linda!! Mal vejo a hora de pegar para ler essa história, que é a mais famosa do autor.

Agosto – Um livro que seja baseado em fatos reais

A Menina que Roubava Livros

Cada vez mais as histórias passadas na 2ª Guerra Mundial se tornam mais pop, talvez porque são ótimas para nos lembrar de que tipo de crueldade somos capazes, por gerarem excelentes adaptações que lotam salas de cinema, ou porque estamos vivendo um momento de radicalismo social como se viu no passado.

Só sei que geralmente a Segunda Guerra me intriga tanto nos filmes, quanto nos livros e até em apostilas de História. Ainda mais aqueles que se passam na Alemanha, o único país fora do Brasil que conheci e que amei (aliás, se quiser que eu fale mais sobre o país por aqui, não esqueça de me dizer nos comentários, ok?!).

E “A Menina que Roubava Livros” é dessas histórias que foram para o cinema, fizeram sucesso, mas que por incrível que pareça, por mais que eu amo o estilo, o tempo passou e eu acabei não vendo nem o filme e nem lendo o livro. Está na hora já, né?! kkkkkkkk

Setembro – Um livro que você tenha comprado apenas pela capa

Cem Anos de Solidão

Para ser bem sincera, acho que nunca comprei um livro exclusivamente pela capa. As capas obviamente me chamam atenção e tornam um livro mais atraente para mim. Como amo design, as capas bem feitas são para mim sinônimos de arte.

Porém, não gosto de comprar livros pela capa e escolho cada um pela história que traz. Mas, para preencher essa categoria, escolhi Cem Anos de Solidão, que, além de ser uma das capas mais lindas dentre os livros que tenho, estou doida para ler esse ano.

Outubro – Um livro que você termine em um dia

A Casa de Bonecas + A Metamorfose

Bem, seria uma sacanagem preencher um mês inteiro com um livro que se pode ler em um dia. Ou poderia, se eu não fosse universitária kkkkkkk Para essa sessão, resolvi indicar e escolhi ler dois livros que eu conseguiria terminar em um dia se não estivesse ocupada com trabalhos.

Tanto “A Casa de Bonecas” quanto “A Metamorfose” são livros de autores célebres na literatura. Henrik Ibsen, no teatro e Franz Kafka com romances e contos que marcaram a trajetória literária da língua alemã.

Como já disse, amo a Alemanha, e tenho vontade de ler tudo que tem relação com o alemão e sua cultura. A Metamorfose de Kafka é uma das novelas mas importantes da literatura e nos faz acompanhar um personagem principal que se torna um inseto. Através dessa transformação, o autor usa seu humor para nos fazer perceber como a condição humana às vezes é trágica e cruel.

A Casa de Bonecas, do norueguês Henrik Ibsen também marcou a história teatral da Escandinávia, pois sua trama traz denúncias sobre a exclusão social que as mulheres sofriam dentro do cotidiano da burguesia. E foi a partir dessa peça, exibida nas principais casas de teatro do norte europeu, que Ibsen tornou-se um dramaturgo de destaque por todo o continente.

Incrível, né?! Fico imaginando como era a vida nesses dois países tão evoluídos e diferentes para nós… mal vejo a hora de ler os dois livros!!

Novembro – Um livro que relembre sua infância

O Silmarillion

Aaah, O Silmarillion! (suspiros). Sou APAIXONADA por Tolkien, que também está na lista dos meus autores favoritos, e meu primeiro contato com seus livros foi na adolescência, por volta dos 13 anos, com a trilogia do “O Senhor dos Anéis”.

Tolkien foi aquele cara que, com certeza, era superdotado para a escrita. Formado em Letras, o inglês criou um mundo fantástico que inspirou a maioria das histórias de fantasia que vieram depois.

É possível encontrar referências à Terra Média e suas criaturas em quase todas as sagas do gênero e, o autor não só criou um ambiente, mas também vários idiomas para cada povo de seu mundo. Idiomas esses que têm gramática própria, identidade cultural e até canções e poesias feitas a partir deles pelo seu povo.

O Silmarillion, com relação à Terra Média, pode ser comparado ao Gênesis da Bíblia: relata criação do mundo e dos povos. E o mais incrível para mim e, com certeza, para você, se gosta de música, é que esse lugar lindo do qual faz parte a Terra Média foi criado através de melodias. Fala sério, gente! Certeza que é incrível!! Mas depois venho aqui contar tudo que achei sobre o livro.

Dezembro – Um livro que o título tenha apenas uma palavra

Marina

Carlos Ruis Zafón é um dos meus autores favoritos e já li quase toda a obra dele, inclusive Marina. Porém, esse ano ele lançou o último livro da série “Cemitério dos Livros Esquecidos”, após cinco anos do lançamento de O Prisioneiro do Céu (2011). Marina não faz parte da série, mas sua história esbarra na saga em vários momentos.

Como quero ler o último livro do Zafón, O Labirinto dos Espíritos (2016), vou aproveitar para reler A Sombra do Vento, O Jogo do Anjo e O Prisioneiro do Céu antes de passar para o quarto volume da série. Apesar do próprio autor dizer que os livros podem ser lidos em qualquer ordem, eu prefiro seguir a linha cronológica do lançamento e, se me perguntar, é essa ordem que indico.

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